Nesse friozinho um bom programa é passar o fim de semana em casa com a família vendo filminhos e comendo pipoca embaixo das cobertas.
Separamos dois filmes bacanas e por que não dizer cults, daqueles que sempre vamos lembrar depois de termos assistido.
Primeiro, um drama francês, baseado na vida da cantora Edith Piaf, ” Piaf – Um hino ao amor” de 2007.
Entre mais uma vítima dos excessos “artísticos” do século XX, esteve Piaf, Édith Piaf — ou, pelo menos, é assim que nos faz crer o premiado filme sobre sua vida e trajetória como intérprete, agora em DVD. Aparentemente, uma mistura fatal de álcool e drogas injetáveis, em doses cavalares durante anos, terminaram por aleijar, inutilizar e, claro, matar a cantora comumente associada a “La Vie En Rose“, “Non, Je Ne Regrette Rien” (seu auto-retrato, somos informados) e “Ne Me Quitte Pas” (que surpreendentemente não está na trilha sonora). De fato, é impressionante a performance de Marion Cotillard, que, enquanto respeitou o mito da artista Piaf, desconstruiu sua pessoa, sua vida pessoal, chegando a um resultado perturbador (quando não exagera pelo choque ou, simplesmente, quando não atordoa o espectador). A exemplo, nos Estados Unidos, de Billie Holiday (e, no Brasil, de Carmen Miranda), Piaf foi moída pelo rolo compressor do show business, enquanto se entregava, desde cedo, à boemia nas horas vagas, e a afetos não correspondidos, desde os pais (desnaturados) até um amor impossível e, finalmente, trágico. Não espanta que, pela caracterização no longa, aos 40 anos Piaf aparentasse ter o dobro da idade, desmaiando em meio a temporadas (nossa Carmen também caiu, na televisão, no dia de sua morte), abandonando o palco, e se arrastando de volta — numa persistência, aliás, émouvante. Artista intuitiva, segundo nos contam, Piaf não teve, formalmente, aulas de canto, apenas algumas sugestões na pronúncia (apressada), e no gestual — gravando, imaginamos, “de primeira”, nunca estudando, e reconhecendo a qualidade de uma canção já nos primeiros versos ao piano. Da infância num prostíbulo, passou ao circo, cantou na rua, em cabarés, foi a voz de Paris e ganhou o mundo. Mas a que preço? O filme, também felizmente, não nos permite conclusões morais; só fica a aflição de uma Piaf, para sempre, transtornada.
E para curtir com as crianças, o lúdico “Onde vivem os monstros” – 2009
Max (Max Records) é um garoto que está fantasiado de lobo, provocando malcriações com sua mãe (Catherine Keener) por ciúme devido à presença de um amigo dela (Mark Ruffalo). Como castigo, ele é mandado para o quarto sem janta. Desta forma, Max resolve fugir da casa e usa a imaginação para criar uma misteriosa ilha, para onde vai de barco. Lá ele encontra vários monstros, que vivem em bando. Max diz que possui superpoderes, o que faz com que seja nomeado rei do grupo. Responsável por evitar que a tristeza tome conta do lugar, ele passa a criar uma série de jogos para mantê-los em constante diversão. Nesta tarefa, Max se aproxima de Carol (James Gandolfini), que tem um gênio imprevisível.
Primeiro filme infantil do cineasta Spike Jonze, é adaptado do livro clássico de Maurice Sendak. Apesar de pouco conhecido no Brasil, a obra teve mais de 18 milhões de exemplares vendidos apenas nos EUA. Jonze é considerado um dos grandes nomes da nova geração do cinema. Diretor de Quero Ser John Malkovich eAdaptação, Spike também dirigiu diversos videoclipes de artistas como R.E.M. e Bjork. Para filmar as cenas com monstros, o cineasta usou atores fantasiados e usou o computador apenas para dar realismo às suas expressões faciais.
Emocionantes e diferentes.
Bom fim de semana.


















































